FANTÁSTICO: CASO VITÓRIA – DESFECHO – VITÓRIA NÃO FOI ABUSADA NEM TORTURADA

FANTÁSTICO: CASO VITÓRIA – DESFECHO – VITÓRIA NÃO FOI ABUSADA NEM TORTURADA

O Caso Vitória, que ganhou destaque nacional em 2025, é uma tragédia que expôs a vulnerabilidade de jovens em pequenas comunidades e levantou debates sobre segurança, obsessão e feminicídio no Brasil. Vitória Regina de Sousa, uma adolescente de 17 anos de Cajamar, na Grande São Paulo, desapareceu em 26 de fevereiro de 2025 e foi encontrada morta uma semana depois, em 5 de março, com sinais de extrema violência. Após semanas de investigação, a Polícia Civil de São Paulo chegou a uma conclusão que esclareceu o crime e apontou Maicol Antonio Sales dos Santos como o único responsável pelo assassinato. Este artigo reúne as últimas notícias mais recentes, detalha a cronologia do caso e analisa seu desfecho, oferecendo uma visão completa e otimizada para quem busca entender essa história marcante.

Vitória Regina de Sousa era uma jovem conhecida por sua alegria e rotina simples no bairro rural de Ponunduva, em Cajamar. Ela trabalhava em uma lanchonete de um shopping local e, na noite de 26 de fevereiro de 2025, seguiu seu trajeto habitual para casa após o expediente. Câmeras de segurança registraram Vitória caminhando até um ponto de ônibus, onde ela enviou mensagens a uma amiga relatando desconforto com a abordagem de dois homens em um carro e a presença de outros dois indivíduos no ponto. Em um ônibus, ela desceu sozinha em uma estrada de terra próxima à sua residência, conforme depoimento do motorista. Esse foi o último momento em que foi vista com vida.

As mensagens de Vitória à amiga, expressando medo de estar sendo seguida, foram o primeiro sinal de alerta. Seu desaparecimento mobilizou a família, amigos e a comunidade, que iniciaram buscas locais enquanto a Polícia Civil abria uma investigação.

Após uma semana de buscas intensas, o corpo de Vitória foi encontrado em 5 de março de 2025, em uma área de mata em Cajamar, por cães farejadores da Guarda Civil Municipal. O estado do cadáver chocou as autoridades e a população: Vitória estava nua, com a cabeça raspada, sinais de tortura e ferimentos graves. Familiares a identificaram por tatuagens e um piercing, mas o avançado estado de decomposição dificultou a perícia inicial. A brutalidade do crime levou a especulações sobre possíveis motivações, incluindo vingança passional, crime organizado ou feminicídio.

Nos primeiros dias, a investigação apontou diversas hipóteses. A polícia considerou a participação de até sete pessoas, incluindo um ex-namorado, um “ficante”, jovens que estavam no ônibus com Vitória e homens que a assediaram no trajeto. A presença de um Toyota Corolla suspeito, visto na região do desaparecimento, também se tornou uma pista crucial.

A Polícia Civil, sob o comando do diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro), Luiz Carlos do Carmo, trabalhou incansavelmente para reunir evidências. Três suspeitos principais emergiram durante as investigações: Maicol Antonio Sales dos Santos, Daniel Lucas Pereira e Gustavo Vinícius Moraes.

– Maicol Antonio Sales dos Santos: Proprietário do Corolla avistado perto do local do crime, Maicol rapidamente se tornou o foco da investigação. Sangue foi encontrado no porta-malas de seu carro, e sua esposa contradisse seu álibi, afirmando que ele não estava em casa na noite do desaparecimento, como ele alegara. Vizinhos relataram movimentações estranhas em sua residência na madrugada do crime, e conversas recuperadas mostraram sua preocupação com o fato de o carro ter sido visto.
– Daniel Lucas Pereira: A polícia encontrou vídeos no celular de Daniel gravados no trajeto que Vitória fazia do ponto de ônibus até sua casa, sugerindo que ele a monitorava. Apesar disso, a Justiça negou seu pedido de prisão temporária por falta de evidências suficientes além das imagens.
– Gustavo Vinícius Moraes: Identificado como um “ficante” de Vitória, Gustavo foi investigado após a geolocalização de seu celular indicar que ele estava perto da casa dela na noite do crime. Ele alegou não ter relação próxima com a vítima, o que foi confirmado pela família dela, e seu advogado negou qualquer envolvimento.

A análise de antenas de celular colocou Maicol e Daniel a menos de 300 metros de Vitória por volta da meia-noite do dia 26 de fevereiro, reforçando as suspeitas contra eles. No entanto, foi Maicol quem acumulou as provas mais contundentes, levando à sua prisão temporária em 8 de março.

O aprofundamento da investigação trouxe à tona um elemento perturbador: Maicol tinha uma obsessão por Vitória desde pelo menos agosto de 2024. A perícia em seu celular, realizada com ferramentas avançadas como o “Cellebrite”, recuperou dezenas de fotos de Vitória e de outras jovens com características físicas semelhantes, mesmo após ele tentar apagá-las.

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